Brilho eterno de um pôr do sol com lembranças

Um fato que virou meio que minha marca no meu grupo de amigos é que eu não posso ver alguma coisa bonita que eu já pego o celular pra tirar foto. Reconheço que é assim mesmo, mas bonitezas que aparecem no cotidiano merecem ser eternizadas. Um dos momentos do dia que eu mais gosto de fotografar é o pôr do sol. Amo os tons que pintam o céu nesse horário e, pra ser bem humilde, Porto Velho, onde eu morava, tem sempre as cores mais bonitas. Organizando as fotos, achei alguns que valem a pena serem compartilhados.

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Registrado através da janela do ônibus enquanto ia pra universidade. Provavelmente em junho de 2016.

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Registrado na varanda do apartamento de uma amiga enquanto fazíamos trabalho e paramos pra apreciar a vista (“miga, preciso de uma foto aqui”). Pela Duda ou pela Ana em julho de 2016.

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Pôr do sol sobre o Rio Madeira. Registrado na Praça da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, carinhosamente chamada de praça do trem por mim, no feriado de Proclamação da República em 2016.

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Registrada apenas a alguns metros de onde foi tirada a foto anterior. Pela minha irmã (“fica exatamente aqui e não mexe nas configurações”) no dia 15 de novembro de 2016, que foi um belo dia de chuva.

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Registrada no único mirante que a gente, que dá vista pra praça e pro rio (“tira logo que eu tô com medo de cair”). Pelo Matheus (modelo de uma foto parecida que ilustra esse post) em alguma quarta de fevereiro, provavelmente dia 15.

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Registrado da casa da minha tia no dia 17 de fevereiro. Da série: por que tu tá tirando foto do céu?

Escrever esse post deu um quentinho no coração ao relacionar as fotos com histórias e uma saudade de casa tão grande. Já quero fazer uma parte 2 goiana! E você, também tem esse vício em fotos de pôr do sol? Curtiu as fotos? Vamos conversar nos comentários! Beijinhos ❤

Fevereiro/2017

Olá pessoas, tudo bem?

Como assim já é março? Pisquei e magicamente já estamos no terceiro mês do ano! Janeiro foi lento, mas não posso dizer isso de fevereiro, que passou voando com seus 28 dias. Esse mês foi um turbilhão de sentimentos: fui muito feliz, fui muito triste, sorri, chorei, fiquei ansiosa, perdoei, fiz novos amigos e até dei uma dançada. Foram só dois posts por aqui e uma atualizada no 19 antes dos 19. Como boa brasileira que sou, só agora que o ano vai começar de verdade por aqui, então aqui fica top 3 do meu último mês de férias.

  1. Oscar

Foi só no finalzinho do mês? Foi. Consegui ver a maior parte dos filmes? Não. Mas eu adorei a vibe do mês da premiação mais importante do cinema. Dos 47 indicados, eu só vi 8. Reconheço que é bem pouco, mas eu acompanhei críticas da maior parte dos indicados e entendi a maior parte dos termos técnicos, então é uma mini conquista pra mim. Sem contar que os memes pós-cerimônia estão maravilhosos e o que foi aquela troca de envelopes? Apenas maravilhoso.

2. Ed Sheeran

Meninas que viram a noite esperando cantor lançar música… Honestamente, eu já tava um tanto enjoada do X do tanto que eu ouvi esse álbum no repeat e de 2014 pra cá sem música é muito pro meu coração, então já estava claramente passando da hora do Ed Sheeran lançar alguma coisa nova. E sim, eu não dormi do dia 5 pro dia 6 de janeiro enquanto não ouvi as músicas novas. Castle on the hill é minha favorita, dancei horrores com Shape of you (tocada no Jimmy Fallon com instrumentos de brinquedoquebradora de recordes!) e amei How would you feel. Alguém me patrocina pra ir nos shows aqui no Brasil, por favor!

3. Aprendizados

Aprendi muita coisa nesse mês. Nessa vibe de entrar na faculdade (contei esse acontecimento no resumo de janeiro) e me mudar de estado, várias coisas foram surgindo nessa minha cabecinha. Já falei sobre ressignificar uma cor e uma despedida, mas ainda vai ter muito textão por aqui. Fiquem no aguardo!

E, por aí, fevereiro foi como? Teve bloquinho regado a glitter ou ficaram na Unidos da Netflix? Também tava torcendo pra Moonlight ou era de La La Land? Vamos nos amar aqui nos comentários! Beijinhos ❤

Isso não é um adeus

Ei menino,

Te dar tchau é dolorido. Mais do que eu imaginava que seria. Até porque você chegou na minha vida recentemente, mas acabou sendo marcante sem revirar minha vida de cabeça pra baixo. Você só foi entrando, acompanhando a vibe dos momentos e eu nem sei quando ou como isso aconteceu direito, mas tá tranquilo. O importante é que aconteceu.

Durante esses meses, você foi virando o melhor parceiro. De comer brownie. De cinema. De ir conversar na praça. De ir fazer comprinhas, né meninas. De dividir sonho. De loucura. Numa cidade onde todo mundo pensava tão igual, conhecer alguém fora do padrão alimentou tudo de diferente que já tinha dentro de mim e fez isso mostrar as caras pro mundo. Obrigada por ajudar a bagunçar e fazer eu perceber que assim ficou mais organizado.

Mas, como dizia a vovó, a vida não é feita só de doce, então nosso momento amargo chegou em um momento muito doce pra cada um. A parte em que o sonho vira realidade chegou, mas nossas realidades acabaram ficando separadas por algumas centenas de quilômetros. Eu tô feliz pra caralho por você, mas não posso negar que vou sentir falta dos seus abraços apertados e de mexer no seu cabelo pouco discreto.

Te dar tchau é dolorido, mas é uma dor boa. Vai embora, vai. Vai com esse teu coração esperançoso espalhar amor por lá. Vai viver sua loucura na famigerada ilha da magia, enquanto eu vou viver a minha no cerrado. Não tem distância que vai separar tudo que a gente planejou fazer. Talvez não tenhamos dinheiro, mas o mundo é pequeno pra força de vontade de quem sonha. Vai e não precisa voltar, só aparecer de vez em quando (ou vim ser meu calouro).

Obrigada por ter aparecido no ano mais complicado da vida, eu te amo bastante.

12 cores: Lilás (e roxo)

Esse post deveria ter saído a mil anos atrás, mas, como vovó sempre disse, antes tarde do que nunca, não é mesmo?

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Lilás sempre foi uma cor complicada para mim. Meu bloqueio com o tom e todas as variações de roxo começou na infância e permanece firme e forte até hoje. Por causa disso, o bloqueio criativo desse mês foi o que eu acho que vai ser o mais forte do ano inteiro.
Pra começo de história, sempre colocaram na minha cabeça que ou era roxo ou era rosa. Preferi o rosa. Quando lilás entrou na moda, até tentei usar a cor, mas não teve jeito: a birra era definitiva. Hoje em dia, as variações de roxo me lembram depressão e tristeza, e mesmo que alguns tons de azul também me passem essa sensação, eu tenho carinho por eles, coisa que eu não tenho com o roxo.

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Ao procurar coisas lilás para fotografar, refleti sobre como memórias da infância e sensações, coisas aparentemente bobas, ganham significados na nossa vida. As vezes, coisas pequenas passam batido, mas ajudam a compor o todo. No meu caso, detalhes fazem com que eu não goste de uma cor. Mas, ao olhar para o outro lado, pensei em algumas coisas lilás.
Uma das primeiras viagens de carro da minha vida foi para o Rio Grande do Sul. Recomendo fortemente uma aventura dessas. Entre as coisas que mais me encantaram, estão hortênsias que ficam na beira de toda estrada por lá. Em Gramado, elas são o símbolo da cidade, que é um dos lugares mais lindos que eu já vi. Ou seja, essa flor que muitas vezes é lilás, marcou uma das viagens mais legais da minha vida.
Outra lembrança pequena representa uma das maiores coisas que eu tenho na vida. No post de janeiro, eu falei que eu só tenho amigos fodas e uma dessas pessoas é a minha melhor amiga. O quarto dela, totalmente lilás, foi onde passamos tantos momentos legais e conversamos e rimos e tomamos um litro de sorvete pra ficar com dor de barriga depois.

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As fotos são simples, mas me ajudaram a refletir sobre coisas boas na vida e me ajudaram a ter mais simpatia pela cor.
Fico por aqui, com saudade de viajar de carro, das flores, da minha metade e do contraste da minha pretinha em cima do cobertor. Confiram os posts das outras meninas do projeto e até o mês que vem com branco, dessa vez já tô cheia de ideias. Mil beijos ❤

Nega vaidosa | Coisa e tal | Diário da bagunça | Que se ame | Eu crio moda | Ela pensa também| Jully Patricia

Janeiro/2017

Olá pessoas, tudo bem?

Último dia do mês e só agora posso dizer que 2016 acabou. Como terminei o ano esperando resultados de ENEM, sentia que não conseguia começar nada novo por causa de tanta expectativa acumulada. Por causa disso, janeiro pra mim foi um mês bem lento. Não fiz muitas coisas e só fiquei em casa, aproveitando essas férias infinitas que estão por aqui desde novembro. Aqui vai meu top 3 de coisas boas desse mês:

  1. Só vi filme foda

Enquanto o feminejo (só estou amando essa fase do sertanejo?) e Deu Onda reinaram na minha playlist e minhas leituras não fluíram, os filmes que eu foram muito bons! No cinema, eu vi Moana e meu coração fica quentinho só de lembrar das músicas. Na Netflix, eu vi O Clube dos Cinco, Forrest Gump e O Poderoso Chefão, sendo que esses dois primeiros eu amei muito e esse último que mesmo sendo um super clássico, não faz  muito meu estilo. No resto do universo infinito da internet, eu chorei vendo Operação Big Hero e amei La La Land, até porque musicais são amor certo.

2. Só tem gente foda na minha vida

Não sou uma pessoa cheia de amigos, mas os que eu tenho são os melhores e eu vou repetir esse clichê mil vezes porque sim. Durante esse mês de tensão, eu pude perceber o quanto eu sou rodeada de pessoas especiais e que o sentimento que eu tenho por elas é mútuo e genuíno. Além disso, fiquei mais próxima da minha família e isso foi muito bom pra mim.

3. Passei na universidade!!!!!!!

Sim, meus caros amigos, todos os meus esforços do ano passado valeram a pena e eu passei em Jornalismo na Universidade Federal de Goiânia e, sim, eu não estou conseguindo lidar com tanta felicidade. O SISU foi torturante pra mim e pra minha mãe, mas agora é só alegria e correria. Mês que vem eu me mudo e estou empolgada e com medo, mas vai dar tudo certo. Assim espero.

E por ai, como foi o seu janeiro? Conta aqui nos comentários e um beijão!

Let’s go outside

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No início de dezembro eu fui acampar. Mesmo sendo uma coisa que eu estou acostumada a fazer e num lugar que eu já conhecia, tiveram coisas novas. Por exemplo, pela primeira vez, vi a mudança do dia pra noite dentro da mata, sem lanterna porque eu algum gênio esqueceu. Em algum momento enquanto estava lá só com dois amigos e uma lua crescente pra iluminar, me veio na cabeça que eu não estava muito afim de ir inicialmente. Pensei nas minhas justificativas que iam desde “é dezembro, vamos com certeza pegar muita chuva” até “tô com preguiça, prefiro ficar na netflix” e no quanto eu teria perdido ao ficar em casa.

Incrível como desperdiçamos experiências incríveis com desculpas bobas. Existe um mundo enorme esperando pra ser descoberto lá fora e nós só balançamos a cabeça e entramos naquela história do “vamos marcar”. Quantas coisas que já perdi dizendo não por besteira? Se eu tivesse ficado em casa naquele final de semana, teria perdido essas fotos e a oportunidade de ler Percy Jackson na rede com cheirinho de chuva ao fundo. Deixo vocês com um pouco desse sítio maravilhoso e o convite: vamos nos aventurar lá fora?

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Série: Between

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Provavelmente estou um atrasada pra falar de uma série de 2015, mas vamos lá. Quando eu vi a série na Netflix, confesso que só acrescentei na minha lista porque fiquei curiosa em ver a Sam do iCarly, também conhecida por Jennette McCurdy, fazendo algo “mais adulto”. Pra deixar bem claro, o seriado é uma coprodução entre o canal canadense City TV e a Netflix.

A história se passa em uma cidadezinha chamada Pretty Lake, onde uma misteriosa doença mata qualquer pessoa acima dos 22 anos. Por causa disso, a cidade é colocada em quarentena pelo governo e, além de ter que lidar com quase toda a população morta e um vírus louco, os jovens têm que se organizar pra sobreviver. Fora do mistério principal, várias tramas são desenvolvidos, como o da Wiley (personagem da Jennette) que está grávida de um homem secreto.

A premissa é boa, mas se desenrola com problemas. O maior deles é definitivamente as atuações. Os personagens são sem graça, estereotipados e são pessoas que já erraram, estão em um barco afundando e os atores tiram a sua vontade de salvar alguém. Aquele meme velho da Kristen Stewart é completamente apropriado aqui.

A série conta com duas temporadas de seis episódios, somando 12 no total, sendo perfeitamente apropriada pra um final de semana (eu mesma vi em 3 dias). Infelizmente, não foi renovada pra terceira temporada, já que não foi um sucesso de crítica, com 22% no Rotten Tomatoes, e nem um sucesso de audiência, embora tenha conseguido uma boa classificação do público.

Between é um drama com uma pitada de teoria da conspiração que foi feito pra quem não tem grandes exigências. Se você tem um tempo sobrando e gosta de pensar sobre como seres humanos agem em situações catastróficas, já pode ir na Netflix e dar play. Contudo, se você não se encaixa nessa categoria, pode passar e ir para outra produção mais memorável do serviço de streaming.