O que eu andei fazendo? {beda 1}

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O fato é: eu tô sumida desde maio. Não dei as caras aqui e isso é simplesmente feio. Mas, nesse meio tempo, eu…

  1. Achei um novo lugar para tirar fotinhas incríveis;
  2. Li um pouco (talvez muito) de Fernando Pessoa;
  3. Conheci lugares legais na universidade com o tal do boy;
  4. Sentei no chão do museu pra admirar o trilho da iluminação ao invés do quadros;
  5. Fiquei muito tempo abstraindo com essa escultura no mesmo museu;
  6. Tomei café da manhã com os migos no que seria o dia mais triste do ano, mas nem foi por causa deles;
  7. Realizei meu sonho de princesa de postar foto de casal com legenda do Anavitória;
  8. Tirei foto sorrindo (algo bem raro) porque eu entrei oficialmente de férias;
  9. Passei uma noite dando rolê por vários aeroportos pra, no final, minha mala não chegar junto comigo, mas, pelo menos, eu estou em casa agora.

Foi corrido, mas senti saudade de criar. Eu assisto diariamente o Fotografando à Mesa no YouTube e Isabella e Felipe falam com muita frequência sobre como vlogar todo dia é difícil, mas que se eles não se “forçam” a fazer isso, eles acabam procrastinando e não criando nada. Comecei a me identificar com isso e cá estamos. Resolvi aproveitar agosto pra voltar com o BEDA e testar esse negócio de me obrigar a criar. Tenho até um calendário, mas não vamos estabelecer meta, não é mesmo? Se teve uma coisa que esse tempo longe me ensinou é que criar é necessário. Mesmo que eu não saiba exatamente o que eu estou fazendo ou se é relevante ou não, eu estou criando algo.

Espero que me acompanhem nessa loucura e vejo vocês por mais 30 posts. Até amanhã!

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Abril/2017

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Abril foi um mês de agenda cheia.  Trabalho, prova, aula pra “soltar o corpo”, oficina de voz… Quase todos os dias tinha pelo menos uma coisinha pra fazer. O mês começou uma ida recheada de fotos pro Museu da Imprensa Nacional (algumas até apareceram no 12 cores), em Brasília. Também teve uma visita técnica ao Ateliê de Tipografia da universidade e foi mágico ver como um processo tão artesanal continua vivo.
O ápice dos rolês por conta da universidade foi na semana santa: três dias na cidade de Goiás, a antiga capital do estado, pra assistirmos a procissão do Fogaréu. Teve diálogo sobre reforma agrária com os jovens do MST, transmissão de rádio no improviso, banho de rio de roupa na chuva e muitas verdades e consequências. Descobri coisas sobre mim, um amigo me abriu os olhos pra outras coisas e corri atrás de entrevista no melhor estilo do meme da senhora. Foi épico e deu gosto pelo curso.
Depois da viagem, a vida real chegou derrubando as portas e a loucura da faculdade tomou conta de novo. Fiquei revoltada com as reformas do governo e insone com os trabalhos. O dinheiro acabou antes da hora e meu notebook estragou. Todos os questionamentos do tipo “o quê que eu to fazendo com a minha vida” me atingiram de uma vez. A Greve Geral veio e levantou mais questões sobre a imprensa que eu tanto estudo. Pra coroar as coisas tristes, conheci Belchior nesse momento triste pra arte.
Mas não abril não foi feito só de viagens e coisas negativas, também aconteceram várias coisas boas. Dancei loucamente numa escola agrícola no meio do nada. Criei laços de amizade maravilhosos. Pulei de cabeça na paixão e agora fico sorrindo igual uma boba. Finalmente passei a me sentir em casa aqui.
Abril foi tão intenso que eu precisei de café todos os dias. Abril acelerou meu coração várias vezes com adrenalina. Abril fez lágrimas de tristezas rolarem. Abril me deu vários ataques de risos. Abril fez eu me sentir viva.

Abril foi o mês de virar a louca do feed do instagram e todas as fotos do post vieram de lá. Esse mês rendeu tanto que vou ficar postando foto por um bom tempo ainda. Comentem aqui embaixo como foi abril pra vocês e apareçam no twitter (voltei esse mês pra lá como @missrondonia) ou no instagram (@laraestevs, to sempre no stories). Beijinhos e bom maio pra nós 🙂

12 cores: Branco

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Cor tradicional do ano novo. Junção de todas as cores. Clareza máxima. #FFFFFF. Do grego leuko. Cor de um tipo de glóbulos. Limpeza. Ordem. Pureza. Calma. Paz.

Pra mim, branco é uma cor de página que eu acho desconfortável de ler. É nuvem alta. É neve. É a roupa que eu não consigo usar sem sujar de sorvete. É o chocolate que eu não gosto. É a cor do consultório do dentista. É a cor que meu all star tinha quando eu comprei. É uma cor que eu estou aprendendo a amar agora que ela me cerca nas paredes e no teto. Branco é a cor do capítulo da minha vida que eu começo a viver agora.

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Branco foi o que aconteceu quando esse post deveria ter ido ao ar dia 15 de março. Moças do projeto, perdão pelo atraso. Espero que vocês tenham gostado das fotos, que vejam os posts com a cor nos outros blogs do projeto e que acompanhem a nossa tag no instagram. A cor de abril é dourado, confesso que quero sugestões. Até o próximo post.

Nega vaidosa | Coisa e tal | Diário da bagunça | Que se ame | Eu crio moda | Ela pensa também| Jully Patricia

Março/2017

Vou fugir um pouco do padrão dessas postagens, por que o que seria da vida se fizéssemos sempre a mesma coisa, não é mesmo? Deixem nos comentários se vocês gostaram!

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Março foi assim. Comecei o mês postando foto do céu pra comemorar minha mudança, comecei a estudar, fotografei pro 12 cores (spoiler do post que bugou e não foi ao ar), ocasionalmente subi numa árvore depois da aula e fiquei encantada vendo os bastidores de um jornal impresso.

Falando assim, parece que março foi rapidinho e sem grandes acontecimentos. Não foi. Março foi intenso. Rápido e lento. Amedrontador e acolhedor. Confusão e sossego. Bagunça e organização. Companhia e solidão. Loucura e paz. Caos e ordem. Tudo ao mesmo tempo.

Março foi um mês pra se perder. Pra questionar. Pra aprender. Pra saber de tudo. Pra saber de nada. Pra abraçar o desconhecido. Pra sentir saudade do conhecido. Pra abrir a mente. Pra ter medo. Pra ser confiante. Pra me prender. Pra ser livre. Pra chorar. Pra sorrir. Pra ficar triste. Pra ser feliz. Março foi um mês pra respirar e absorver tudo.

Março me deixou pra baixo, mas terminou me dando energia. Tenho mais ou menos um rumo traçado na cabeça. Talvez eu siga, talvez não. Mas eu quero tentar. Quero me jogar mesmo sem saber o que me espera no final. Criei o blog pra me expandir, mas acabei me fechando. Quero voltar pra esse sentimento. Mundo, vem com tudo pra cima de mim. Março não me deixou totalmente pronta, mas me deixou completamente louca.

Sei que passei o mês sem postar. Perdão pelo vacilo e não me abandonem. Tô sempre lá pelo instagram @laraestevs. Vejo vocês no próximo post. Até logo!

Brilho eterno de um pôr do sol com lembranças

Um fato que virou meio que minha marca no meu grupo de amigos é que eu não posso ver alguma coisa bonita que eu já pego o celular pra tirar foto. Reconheço que é assim mesmo, mas bonitezas que aparecem no cotidiano merecem ser eternizadas. Um dos momentos do dia que eu mais gosto de fotografar é o pôr do sol. Amo os tons que pintam o céu nesse horário e, pra ser bem humilde, Porto Velho, onde eu morava, tem sempre as cores mais bonitas. Organizando as fotos, achei alguns que valem a pena serem compartilhados.

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Registrado através da janela do ônibus enquanto ia pra universidade. Provavelmente em junho de 2016.

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Registrado na varanda do apartamento de uma amiga enquanto fazíamos trabalho e paramos pra apreciar a vista (“miga, preciso de uma foto aqui”). Pela Duda ou pela Ana em julho de 2016.

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Pôr do sol sobre o Rio Madeira. Registrado na Praça da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, carinhosamente chamada de praça do trem por mim, no feriado de Proclamação da República em 2016.

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Registrada apenas a alguns metros de onde foi tirada a foto anterior. Pela minha irmã (“fica exatamente aqui e não mexe nas configurações”) no dia 15 de novembro de 2016, que foi um belo dia de chuva.

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Registrada no único mirante que a gente, que dá vista pra praça e pro rio (“tira logo que eu tô com medo de cair”). Pelo Matheus (modelo de uma foto parecida que ilustra esse post) em alguma quarta de fevereiro, provavelmente dia 15.

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Registrado da casa da minha tia no dia 17 de fevereiro. Da série: por que tu tá tirando foto do céu?

Escrever esse post deu um quentinho no coração ao relacionar as fotos com histórias e uma saudade de casa tão grande. Já quero fazer uma parte 2 goiana! E você, também tem esse vício em fotos de pôr do sol? Curtiu as fotos? Vamos conversar nos comentários! Beijinhos ❤

Fevereiro/2017

Olá pessoas, tudo bem?

Como assim já é março? Pisquei e magicamente já estamos no terceiro mês do ano! Janeiro foi lento, mas não posso dizer isso de fevereiro, que passou voando com seus 28 dias. Esse mês foi um turbilhão de sentimentos: fui muito feliz, fui muito triste, sorri, chorei, fiquei ansiosa, perdoei, fiz novos amigos e até dei uma dançada. Foram só dois posts por aqui e uma atualizada no 19 antes dos 19. Como boa brasileira que sou, só agora que o ano vai começar de verdade por aqui, então aqui fica top 3 do meu último mês de férias.

  1. Oscar

Foi só no finalzinho do mês? Foi. Consegui ver a maior parte dos filmes? Não. Mas eu adorei a vibe do mês da premiação mais importante do cinema. Dos 47 indicados, eu só vi 8. Reconheço que é bem pouco, mas eu acompanhei críticas da maior parte dos indicados e entendi a maior parte dos termos técnicos, então é uma mini conquista pra mim. Sem contar que os memes pós-cerimônia estão maravilhosos e o que foi aquela troca de envelopes? Apenas maravilhoso.

2. Ed Sheeran

Meninas que viram a noite esperando cantor lançar música… Honestamente, eu já tava um tanto enjoada do X do tanto que eu ouvi esse álbum no repeat e de 2014 pra cá sem música é muito pro meu coração, então já estava claramente passando da hora do Ed Sheeran lançar alguma coisa nova. E sim, eu não dormi do dia 5 pro dia 6 de janeiro enquanto não ouvi as músicas novas. Castle on the hill é minha favorita, dancei horrores com Shape of you (tocada no Jimmy Fallon com instrumentos de brinquedoquebradora de recordes!) e amei How would you feel. Alguém me patrocina pra ir nos shows aqui no Brasil, por favor!

3. Aprendizados

Aprendi muita coisa nesse mês. Nessa vibe de entrar na faculdade (contei esse acontecimento no resumo de janeiro) e me mudar de estado, várias coisas foram surgindo nessa minha cabecinha. Já falei sobre ressignificar uma cor e uma despedida, mas ainda vai ter muito textão por aqui. Fiquem no aguardo!

E, por aí, fevereiro foi como? Teve bloquinho regado a glitter ou ficaram na Unidos da Netflix? Também tava torcendo pra Moonlight ou era de La La Land? Vamos nos amar aqui nos comentários! Beijinhos ❤

Isso não é um adeus

Ei menino,

Te dar tchau é dolorido. Mais do que eu imaginava que seria. Até porque você chegou na minha vida recentemente, mas acabou sendo marcante sem revirar minha vida de cabeça pra baixo. Você só foi entrando, acompanhando a vibe dos momentos e eu nem sei quando ou como isso aconteceu direito, mas tá tranquilo. O importante é que aconteceu.

Durante esses meses, você foi virando o melhor parceiro. De comer brownie. De cinema. De ir conversar na praça. De ir fazer comprinhas, né meninas. De dividir sonho. De loucura. Numa cidade onde todo mundo pensava tão igual, conhecer alguém fora do padrão alimentou tudo de diferente que já tinha dentro de mim e fez isso mostrar as caras pro mundo. Obrigada por ajudar a bagunçar e fazer eu perceber que assim ficou mais organizado.

Mas, como dizia a vovó, a vida não é feita só de doce, então nosso momento amargo chegou em um momento muito doce pra cada um. A parte em que o sonho vira realidade chegou, mas nossas realidades acabaram ficando separadas por algumas centenas de quilômetros. Eu tô feliz pra caralho por você, mas não posso negar que vou sentir falta dos seus abraços apertados e de mexer no seu cabelo pouco discreto.

Te dar tchau é dolorido, mas é uma dor boa. Vai embora, vai. Vai com esse teu coração esperançoso espalhar amor por lá. Vai viver sua loucura na famigerada ilha da magia, enquanto eu vou viver a minha no cerrado. Não tem distância que vai separar tudo que a gente planejou fazer. Talvez não tenhamos dinheiro, mas o mundo é pequeno pra força de vontade de quem sonha. Vai e não precisa voltar, só aparecer de vez em quando (ou vim ser meu calouro).

Obrigada por ter aparecido no ano mais complicado da vida, eu te amo bastante.