12 cores: Lilás (e roxo)

Esse post deveria ter saído a mil anos atrás, mas, como vovó sempre disse, antes tarde do que nunca, não é mesmo?

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Lilás sempre foi uma cor complicada para mim. Meu bloqueio com o tom e todas as variações de roxo começou na infância e permanece firme e forte até hoje. Por causa disso, o bloqueio criativo desse mês foi o que eu acho que vai ser o mais forte do ano inteiro.
Pra começo de história, sempre colocaram na minha cabeça que ou era roxo ou era rosa. Preferi o rosa. Quando lilás entrou na moda, até tentei usar a cor, mas não teve jeito: a birra era definitiva. Hoje em dia, as variações de roxo me lembram depressão e tristeza, e mesmo que alguns tons de azul também me passem essa sensação, eu tenho carinho por eles, coisa que eu não tenho com o roxo.

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Ao procurar coisas lilás para fotografar, refleti sobre como memórias da infância e sensações, coisas aparentemente bobas, ganham significados na nossa vida. As vezes, coisas pequenas passam batido, mas ajudam a compor o todo. No meu caso, detalhes fazem com que eu não goste de uma cor. Mas, ao olhar para o outro lado, pensei em algumas coisas lilás.
Uma das primeiras viagens de carro da minha vida foi para o Rio Grande do Sul. Recomendo fortemente uma aventura dessas. Entre as coisas que mais me encantaram, estão hortênsias que ficam na beira de toda estrada por lá. Em Gramado, elas são o símbolo da cidade, que é um dos lugares mais lindos que eu já vi. Ou seja, essa flor que muitas vezes é lilás, marcou uma das viagens mais legais da minha vida.
Outra lembrança pequena representa uma das maiores coisas que eu tenho na vida. No post de janeiro, eu falei que eu só tenho amigos fodas e uma dessas pessoas é a minha melhor amiga. O quarto dela, totalmente lilás, foi onde passamos tantos momentos legais e conversamos e rimos e tomamos um litro de sorvete pra ficar com dor de barriga depois.

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As fotos são simples, mas me ajudaram a refletir sobre coisas boas na vida e me ajudaram a ter mais simpatia pela cor.
Fico por aqui, com saudade de viajar de carro, das flores, da minha metade e do contraste da minha pretinha em cima do cobertor. Confiram os posts das outras meninas do projeto e até o mês que vem com branco, dessa vez já tô cheia de ideias. Mil beijos ❤

Nega vaidosa | Coisa e tal | Diário da bagunça | Que se ame | Eu crio moda | Ela pensa também| Jully Patricia

Janeiro/2017

Olá pessoas, tudo bem?

Último dia do mês e só agora posso dizer que 2016 acabou. Como terminei o ano esperando resultados de ENEM, sentia que não conseguia começar nada novo por causa de tanta expectativa acumulada. Por causa disso, janeiro pra mim foi um mês bem lento. Não fiz muitas coisas e só fiquei em casa, aproveitando essas férias infinitas que estão por aqui desde novembro. Aqui vai meu top 3 de coisas boas desse mês:

  1. Só vi filme foda

Enquanto o feminejo (só estou amando essa fase do sertanejo?) e Deu Onda reinaram na minha playlist e minhas leituras não fluíram, os filmes que eu foram muito bons! No cinema, eu vi Moana e meu coração fica quentinho só de lembrar das músicas. Na Netflix, eu vi O Clube dos Cinco, Forrest Gump e O Poderoso Chefão, sendo que esses dois primeiros eu amei muito e esse último que mesmo sendo um super clássico, não faz  muito meu estilo. No resto do universo infinito da internet, eu chorei vendo Operação Big Hero e amei La La Land, até porque musicais são amor certo.

2. Só tem gente foda na minha vida

Não sou uma pessoa cheia de amigos, mas os que eu tenho são os melhores e eu vou repetir esse clichê mil vezes porque sim. Durante esse mês de tensão, eu pude perceber o quanto eu sou rodeada de pessoas especiais e que o sentimento que eu tenho por elas é mútuo e genuíno. Além disso, fiquei mais próxima da minha família e isso foi muito bom pra mim.

3. Passei na universidade!!!!!!!

Sim, meus caros amigos, todos os meus esforços do ano passado valeram a pena e eu passei em Jornalismo na Universidade Federal de Goiânia e, sim, eu não estou conseguindo lidar com tanta felicidade. O SISU foi torturante pra mim e pra minha mãe, mas agora é só alegria e correria. Mês que vem eu me mudo e estou empolgada e com medo, mas vai dar tudo certo. Assim espero.

E por ai, como foi o seu janeiro? Conta aqui nos comentários e um beijão!

Let’s go outside

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No início de dezembro eu fui acampar. Mesmo sendo uma coisa que eu estou acostumada a fazer e num lugar que eu já conhecia, tiveram coisas novas. Por exemplo, pela primeira vez, vi a mudança do dia pra noite dentro da mata, sem lanterna porque eu algum gênio esqueceu. Em algum momento enquanto estava lá só com dois amigos e uma lua crescente pra iluminar, me veio na cabeça que eu não estava muito afim de ir inicialmente. Pensei nas minhas justificativas que iam desde “é dezembro, vamos com certeza pegar muita chuva” até “tô com preguiça, prefiro ficar na netflix” e no quanto eu teria perdido ao ficar em casa.

Incrível como desperdiçamos experiências incríveis com desculpas bobas. Existe um mundo enorme esperando pra ser descoberto lá fora e nós só balançamos a cabeça e entramos naquela história do “vamos marcar”. Quantas coisas que já perdi dizendo não por besteira? Se eu tivesse ficado em casa naquele final de semana, teria perdido essas fotos e a oportunidade de ler Percy Jackson na rede com cheirinho de chuva ao fundo. Deixo vocês com um pouco desse sítio maravilhoso e o convite: vamos nos aventurar lá fora?

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19 antes dos 19

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Olá pessoas, tudo bem?

Em agosto foi meu aniversário de 18 anos e insira aqui várias piadinhas sobre. Resolvi criar uma lista de coisas pra fazer antes do meu aniversário e vim compartilhar aqui. Já estou quase na metade do caminho e ainda não fiz metade das coisas, mas tá valendo. Algumas metas são pequenas, mas algumas são bem grandes e acho que não vou conseguir, porém a esperança é a última que morre, não é mesmo? Espero que vocês se animem a criar uma lista de metas e podem dividir comigo nos comentários 🙂

Primeira atualização (01/03): Faltam 5 meses e alguma dessas coisas não vão rolar. Os meus cálculo$ estão se ajeitando com a mudança de estado e isso afetou o planejamento de algumas coisas da lista. O item 4, do cofrinho, deu ruim já que ele tava pela metade e eu deixei pra não pesar na mala, porém minha mãe falou que vai continuar enchendo. Esqueci A divina comédia, do item 5, em casa, ooops. E, até tentei doar sangue (item 19), porém não pude por motivos de: anemia #fail. Mas, vida que segue e continuo tentando até agosto 🙂

  1. Comprar uma câmera
  2. Tirar o passaporte
  3. Passar na faculdade: dia 30 de janeiro apareceu um “você foi selecionada na chamada regular” na minha vida, então meta concluída com sucesso!
  4. Encher um cofrinho
  5. Ler A divina comédia
  6. Adotar uma carta do Papai Noel dos Correios
  7. Ler Harry Potter
  8. Conhecer um lugar novo
  9. Assistir todos os filmes do Tim Burton: sabe quando alguma coisa que fazia muito sentido e depois deixa de fazer? Melhor tirar do que me forçar pra cumprir uma meta que não me representa tanto assim mais.
  10. Fazer uma pipoca doce decente: Depois de algumas panelas queimadas e muito milho estragado, consegui fazer essa arte!
  11. Participar de um projeto fotográfico: Entrei no 12 cores e tô amando fotografar uma cor por mês ❤
  12. Enviar uma carta
  13. Voltar a estudar inglês: Voltei pro cursinho em outubro do ano passado e já me sinto bílingue. Vai ter post sobre isso sim!
  14. Fazer um curso aleatório
  15. Fazer um piquenique
  16. Começar a aprender um novo idioma
  17. Aprender uma receita nova: Aprendi a fazer uma torta de palmito do Cozinha Prática com Rita Lobo que de “prática” não tem nada, mas virou sucesso absoluto na Ceia de Natal. Também aprendi algumas receitas novas e pretendo fazer uma seleção delas por aqui.
  18. Ir em um concerto
  19. Doar sangue: Eu tenho anemia e por agora, não posso doar. Ainda vou tentar cumprir essa meta quando for pra casa em julho, já que por ter vindo da região norte, não posso doar por aqui em menos de um ano.

Série: Between

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Provavelmente estou um atrasada pra falar de uma série de 2015, mas vamos lá. Quando eu vi a série na Netflix, confesso que só acrescentei na minha lista porque fiquei curiosa em ver a Sam do iCarly, também conhecida por Jennette McCurdy, fazendo algo “mais adulto”. Pra deixar bem claro, o seriado é uma coprodução entre o canal canadense City TV e a Netflix.

A história se passa em uma cidadezinha chamada Pretty Lake, onde uma misteriosa doença mata qualquer pessoa acima dos 22 anos. Por causa disso, a cidade é colocada em quarentena pelo governo e, além de ter que lidar com quase toda a população morta e um vírus louco, os jovens têm que se organizar pra sobreviver. Fora do mistério principal, várias tramas são desenvolvidos, como o da Wiley (personagem da Jennette) que está grávida de um homem secreto.

A premissa é boa, mas se desenrola com problemas. O maior deles é definitivamente as atuações. Os personagens são sem graça, estereotipados e são pessoas que já erraram, estão em um barco afundando e os atores tiram a sua vontade de salvar alguém. Aquele meme velho da Kristen Stewart é completamente apropriado aqui.

A série conta com duas temporadas de seis episódios, somando 12 no total, sendo perfeitamente apropriada pra um final de semana (eu mesma vi em 3 dias). Infelizmente, não foi renovada pra terceira temporada, já que não foi um sucesso de crítica, com 22% no Rotten Tomatoes, e nem um sucesso de audiência, embora tenha conseguido uma boa classificação do público.

Between é um drama com uma pitada de teoria da conspiração que foi feito pra quem não tem grandes exigências. Se você tem um tempo sobrando e gosta de pensar sobre como seres humanos agem em situações catastróficas, já pode ir na Netflix e dar play. Contudo, se você não se encaixa nessa categoria, pode passar e ir para outra produção mais memorável do serviço de streaming.

12 cores: Azul

Olá pessoas, tudo bem?

2017 já está sendo o ano. Além de iniciar o blog, estou participando de um projeto lindo chamado 12 cores com outras 7 blogueiras. Então, todo dia 15, vamos postar algo relacionado a uma cor.

Pra mim, projeto não poderia ter começado melhor, já que a cor escolhida foi azul. Mesmo sendo uma cor associada a depressão, frieza e tristeza, também transmite paz, harmonia, serenidade e ordem. Gosto muito de azul justamente por ser a cor do céu e porque me lembra da infinidade do universo.

Enfim, espero que gostem das fotos e que olhem os posts das outras meninas.

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Pra acompanhar mais do projeto, olhem a hashtag #1ano12cores no instagram e confiram os outros blogs:

Nega vaidosa | Coisa e tal | Diário da bagunça | Que se ame | Eu crio moda | Natasha Arruda | Jully Patricia

Para escrever

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Inspire.
Bem fundo. Perceba o ar entrando e preenchendo seus pulmões. Atente-se aos aromas e a temperatura. Não precisa ter pressa. Sinta o sabor daquilo que o cerca. Toque espinhos e rosas passando os dedos devagar para absorver a textura de cada um.
Olhe bem ao seu
redor. Pessoas, expressões, animais, placas. Procure por detalhes que normalmente passariam despercebidos e dê atenção. Caso ainda não tenha achado inspiração, vire o olhar para cima e admire o céu. Azul, cinza ou estrelado, mas sempre infinito.
Encontre um ponto de paz. Ouça tudo ao seu redor, mas não deixe o excesso de barulho bagunçar suas ideias. Ache alguma coisa que faça seu coração bater mais forte nem que seja por uma fração de segundo. Pegue o lápis e o papel.
Expire.