Abril/2017

Abril foi um mês de agenda cheia.  Trabalho, prova, aula pra “soltar o corpo”, oficina de voz… Quase todos os dias tinha pelo menos uma coisinha pra fazer. O mês começou uma ida recheada de fotos pro Museu da Imprensa Nacional (algumas até apareceram no 12 cores), em Brasília. Também teve uma visita técnica ao Ateliê de Tipografia da universidade e foi mágico ver como um processo tão artesanal continua vivo.
O ápice dos rolês por conta da universidade foi na semana santa: três dias na cidade de Goiás, a antiga capital do estado, pra assistirmos a procissão do Fogaréu. Teve diálogo sobre reforma agrária com os jovens do MST, transmissão de rádio no improviso, banho de rio de roupa na chuva e muitas verdades e consequências. Descobri coisas sobre mim, um amigo me abriu os olhos pra outras coisas e corri atrás de entrevista no melhor estilo do meme da senhora. Foi épico e deu gosto pelo curso.
Depois da viagem, a vida real chegou derrubando as portas e a loucura da faculdade tomou conta de novo. Fiquei revoltada com as reformas do governo e insone com os trabalhos. O dinheiro acabou antes da hora e meu notebook estragou. Todos os questionamentos do tipo “o quê que eu to fazendo com a minha vida” me atingiram de uma vez. A Greve Geral veio e levantou mais questões sobre a imprensa que eu tanto estudo. Pra coroar as coisas tristes, conheci Belchior nesse momento triste pra arte.
Mas não abril não foi feito só de viagens e coisas negativas, também aconteceram várias coisas boas. Dancei loucamente numa escola agrícola no meio do nada. Criei laços de amizade maravilhosos. Pulei de cabeça na paixão e agora fico sorrindo igual uma boba. Finalmente passei a me sentir em casa aqui.
Abril foi tão intenso que eu precisei de café todos os dias. Abril acelerou meu coração várias vezes com adrenalina. Abril fez lágrimas de tristezas rolarem. Abril me deu vários ataques de risos. Abril fez eu me sentir viva.

Abril foi o mês de virar a louca do feed do instagram e todas as fotos do post vieram de lá. Esse mês rendeu tanto que vou ficar postando foto por um bom tempo ainda. Comentem aqui embaixo como foi abril pra vocês e apareçam no twitter (voltei esse mês pra lá como @missrondonia) ou no instagram (@laraestevs, to sempre no stories). Beijinhos e bom maio pra nós 🙂

Março/2017

Vou fugir um pouco do padrão dessas postagens, por que o que seria da vida se fizéssemos sempre a mesma coisa, não é mesmo? Deixem nos comentários se vocês gostaram!

march

Março foi assim. Comecei o mês postando foto do céu pra comemorar minha mudança, comecei a estudar, fotografei pro 12 cores (spoiler do post que bugou e não foi ao ar), ocasionalmente subi numa árvore depois da aula e fiquei encantada vendo os bastidores de um jornal impresso.

Falando assim, parece que março foi rapidinho e sem grandes acontecimentos. Não foi. Março foi intenso. Rápido e lento. Amedrontador e acolhedor. Confusão e sossego. Bagunça e organização. Companhia e solidão. Loucura e paz. Caos e ordem. Tudo ao mesmo tempo.

Março foi um mês pra se perder. Pra questionar. Pra aprender. Pra saber de tudo. Pra saber de nada. Pra abraçar o desconhecido. Pra sentir saudade do conhecido. Pra abrir a mente. Pra ter medo. Pra ser confiante. Pra me prender. Pra ser livre. Pra chorar. Pra sorrir. Pra ficar triste. Pra ser feliz. Março foi um mês pra respirar e absorver tudo.

Março me deixou pra baixo, mas terminou me dando energia. Tenho mais ou menos um rumo traçado na cabeça. Talvez eu siga, talvez não. Mas eu quero tentar. Quero me jogar mesmo sem saber o que me espera no final. Criei o blog pra me expandir, mas acabei me fechando. Quero voltar pra esse sentimento. Mundo, vem com tudo pra cima de mim. Março não me deixou totalmente pronta, mas me deixou completamente louca.

Sei que passei o mês sem postar. Perdão pelo vacilo e não me abandonem. Tô sempre lá pelo instagram @laraestevs. Vejo vocês no próximo post. Até logo!

Fevereiro/2017

Olá pessoas, tudo bem?

Como assim já é março? Pisquei e magicamente já estamos no terceiro mês do ano! Janeiro foi lento, mas não posso dizer isso de fevereiro, que passou voando com seus 28 dias. Esse mês foi um turbilhão de sentimentos: fui muito feliz, fui muito triste, sorri, chorei, fiquei ansiosa, perdoei, fiz novos amigos e até dei uma dançada. Foram só dois posts por aqui e uma atualizada no 19 antes dos 19. Como boa brasileira que sou, só agora que o ano vai começar de verdade por aqui, então aqui fica top 3 do meu último mês de férias.

  1. Oscar

Foi só no finalzinho do mês? Foi. Consegui ver a maior parte dos filmes? Não. Mas eu adorei a vibe do mês da premiação mais importante do cinema. Dos 47 indicados, eu só vi 8. Reconheço que é bem pouco, mas eu acompanhei críticas da maior parte dos indicados e entendi a maior parte dos termos técnicos, então é uma mini conquista pra mim. Sem contar que os memes pós-cerimônia estão maravilhosos e o que foi aquela troca de envelopes? Apenas maravilhoso.

2. Ed Sheeran

Meninas que viram a noite esperando cantor lançar música… Honestamente, eu já tava um tanto enjoada do X do tanto que eu ouvi esse álbum no repeat e de 2014 pra cá sem música é muito pro meu coração, então já estava claramente passando da hora do Ed Sheeran lançar alguma coisa nova. E sim, eu não dormi do dia 5 pro dia 6 de janeiro enquanto não ouvi as músicas novas. Castle on the hill é minha favorita, dancei horrores com Shape of you (tocada no Jimmy Fallon com instrumentos de brinquedoquebradora de recordes!) e amei How would you feel. Alguém me patrocina pra ir nos shows aqui no Brasil, por favor!

3. Aprendizados

Aprendi muita coisa nesse mês. Nessa vibe de entrar na faculdade (contei esse acontecimento no resumo de janeiro) e me mudar de estado, várias coisas foram surgindo nessa minha cabecinha. Já falei sobre ressignificar uma cor e uma despedida, mas ainda vai ter muito textão por aqui. Fiquem no aguardo!

E, por aí, fevereiro foi como? Teve bloquinho regado a glitter ou ficaram na Unidos da Netflix? Também tava torcendo pra Moonlight ou era de La La Land? Vamos nos amar aqui nos comentários! Beijinhos ❤

Isso não é um adeus

Ei menino,

Te dar tchau é dolorido. Mais do que eu imaginava que seria. Até porque você chegou na minha vida recentemente, mas acabou sendo marcante sem revirar minha vida de cabeça pra baixo. Você só foi entrando, acompanhando a vibe dos momentos e eu nem sei quando ou como isso aconteceu direito, mas tá tranquilo. O importante é que aconteceu.

Durante esses meses, você foi virando o melhor parceiro. De comer brownie. De cinema. De ir conversar na praça. De ir fazer comprinhas, né meninas. De dividir sonho. De loucura. Numa cidade onde todo mundo pensava tão igual, conhecer alguém fora do padrão alimentou tudo de diferente que já tinha dentro de mim e fez isso mostrar as caras pro mundo. Obrigada por ajudar a bagunçar e fazer eu perceber que assim ficou mais organizado.

Mas, como dizia a vovó, a vida não é feita só de doce, então nosso momento amargo chegou em um momento muito doce pra cada um. A parte em que o sonho vira realidade chegou, mas nossas realidades acabaram ficando separadas por algumas centenas de quilômetros. Eu tô feliz pra caralho por você, mas não posso negar que vou sentir falta dos seus abraços apertados e de mexer no seu cabelo pouco discreto.

Te dar tchau é dolorido, mas é uma dor boa. Vai embora, vai. Vai com esse teu coração esperançoso espalhar amor por lá. Vai viver sua loucura na famigerada ilha da magia, enquanto eu vou viver a minha no cerrado. Não tem distância que vai separar tudo que a gente planejou fazer. Talvez não tenhamos dinheiro, mas o mundo é pequeno pra força de vontade de quem sonha. Vai e não precisa voltar, só aparecer de vez em quando (ou vim ser meu calouro).

Obrigada por ter aparecido no ano mais complicado da vida, eu te amo bastante.

12 cores: Lilás (e roxo)

Esse post deveria ter saído a mil anos atrás, mas, como vovó sempre disse, antes tarde do que nunca, não é mesmo?

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Lilás sempre foi uma cor complicada para mim. Meu bloqueio com o tom e todas as variações de roxo começou na infância e permanece firme e forte até hoje. Por causa disso, o bloqueio criativo desse mês foi o que eu acho que vai ser o mais forte do ano inteiro.
Pra começo de história, sempre colocaram na minha cabeça que ou era roxo ou era rosa. Preferi o rosa. Quando lilás entrou na moda, até tentei usar a cor, mas não teve jeito: a birra era definitiva. Hoje em dia, as variações de roxo me lembram depressão e tristeza, e mesmo que alguns tons de azul também me passem essa sensação, eu tenho carinho por eles, coisa que eu não tenho com o roxo.

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Ao procurar coisas lilás para fotografar, refleti sobre como memórias da infância e sensações, coisas aparentemente bobas, ganham significados na nossa vida. As vezes, coisas pequenas passam batido, mas ajudam a compor o todo. No meu caso, detalhes fazem com que eu não goste de uma cor. Mas, ao olhar para o outro lado, pensei em algumas coisas lilás.
Uma das primeiras viagens de carro da minha vida foi para o Rio Grande do Sul. Recomendo fortemente uma aventura dessas. Entre as coisas que mais me encantaram, estão hortênsias que ficam na beira de toda estrada por lá. Em Gramado, elas são o símbolo da cidade, que é um dos lugares mais lindos que eu já vi. Ou seja, essa flor que muitas vezes é lilás, marcou uma das viagens mais legais da minha vida.
Outra lembrança pequena representa uma das maiores coisas que eu tenho na vida. No post de janeiro, eu falei que eu só tenho amigos fodas e uma dessas pessoas é a minha melhor amiga. O quarto dela, totalmente lilás, foi onde passamos tantos momentos legais e conversamos e rimos e tomamos um litro de sorvete pra ficar com dor de barriga depois.

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As fotos são simples, mas me ajudaram a refletir sobre coisas boas na vida e me ajudaram a ter mais simpatia pela cor.
Fico por aqui, com saudade de viajar de carro, das flores, da minha metade e do contraste da minha pretinha em cima do cobertor. Confiram os posts das outras meninas do projeto e até o mês que vem com branco, dessa vez já tô cheia de ideias. Mil beijos ❤

Nega vaidosa | Coisa e tal | Diário da bagunça | Que se ame | Eu crio moda | Ela pensa também| Jully Patricia

Janeiro/2017

Olá pessoas, tudo bem?

Último dia do mês e só agora posso dizer que 2016 acabou. Como terminei o ano esperando resultados de ENEM, sentia que não conseguia começar nada novo por causa de tanta expectativa acumulada. Por causa disso, janeiro pra mim foi um mês bem lento. Não fiz muitas coisas e só fiquei em casa, aproveitando essas férias infinitas que estão por aqui desde novembro. Aqui vai meu top 3 de coisas boas desse mês:

  1. Só vi filme foda

Enquanto o feminejo (só estou amando essa fase do sertanejo?) e Deu Onda reinaram na minha playlist e minhas leituras não fluíram, os filmes que eu foram muito bons! No cinema, eu vi Moana e meu coração fica quentinho só de lembrar das músicas. Na Netflix, eu vi O Clube dos Cinco, Forrest Gump e O Poderoso Chefão, sendo que esses dois primeiros eu amei muito e esse último que mesmo sendo um super clássico, não faz  muito meu estilo. No resto do universo infinito da internet, eu chorei vendo Operação Big Hero e amei La La Land, até porque musicais são amor certo.

2. Só tem gente foda na minha vida

Não sou uma pessoa cheia de amigos, mas os que eu tenho são os melhores e eu vou repetir esse clichê mil vezes porque sim. Durante esse mês de tensão, eu pude perceber o quanto eu sou rodeada de pessoas especiais e que o sentimento que eu tenho por elas é mútuo e genuíno. Além disso, fiquei mais próxima da minha família e isso foi muito bom pra mim.

3. Passei na universidade!!!!!!!

Sim, meus caros amigos, todos os meus esforços do ano passado valeram a pena e eu passei em Jornalismo na Universidade Federal de Goiânia e, sim, eu não estou conseguindo lidar com tanta felicidade. O SISU foi torturante pra mim e pra minha mãe, mas agora é só alegria e correria. Mês que vem eu me mudo e estou empolgada e com medo, mas vai dar tudo certo. Assim espero.

E por ai, como foi o seu janeiro? Conta aqui nos comentários e um beijão!

19 antes dos 19

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Olá pessoas, tudo bem?

Em agosto foi meu aniversário de 18 anos e insira aqui várias piadinhas sobre. Resolvi criar uma lista de coisas pra fazer antes do meu aniversário e vim compartilhar aqui. Já estou quase na metade do caminho e ainda não fiz metade das coisas, mas tá valendo. Algumas metas são pequenas, mas algumas são bem grandes e acho que não vou conseguir, porém a esperança é a última que morre, não é mesmo? Espero que vocês se animem a criar uma lista de metas e podem dividir comigo nos comentários 🙂

Primeira atualização (01/03): Faltam 5 meses e alguma dessas coisas não vão rolar. Os meus cálculo$ estão se ajeitando com a mudança de estado e isso afetou o planejamento de algumas coisas da lista. O item 4, do cofrinho, deu ruim já que ele tava pela metade e eu deixei pra não pesar na mala, porém minha mãe falou que vai continuar enchendo. Esqueci A divina comédia, do item 5, em casa, ooops. E, até tentei doar sangue (item 19), porém não pude por motivos de: anemia #fail. Mas, vida que segue e continuo tentando até agosto 🙂

  1. Comprar uma câmera
  2. Tirar o passaporte
  3. Passar na faculdade: dia 30 de janeiro apareceu um “você foi selecionada na chamada regular” na minha vida, então meta concluída com sucesso!
  4. Encher um cofrinho
  5. Ler A divina comédia
  6. Adotar uma carta do Papai Noel dos Correios
  7. Ler Harry Potter
  8. Conhecer um lugar novo
  9. Assistir todos os filmes do Tim Burton: sabe quando alguma coisa que fazia muito sentido e depois deixa de fazer? Melhor tirar do que me forçar pra cumprir uma meta que não me representa tanto assim mais.
  10. Fazer uma pipoca doce decente: Depois de algumas panelas queimadas e muito milho estragado, consegui fazer essa arte!
  11. Participar de um projeto fotográfico: Entrei no 12 cores e tô amando fotografar uma cor por mês ❤
  12. Enviar uma carta
  13. Voltar a estudar inglês: Voltei pro cursinho em outubro do ano passado e já me sinto bílingue. Vai ter post sobre isso sim!
  14. Fazer um curso aleatório
  15. Fazer um piquenique
  16. Começar a aprender um novo idioma
  17. Aprender uma receita nova: Aprendi a fazer uma torta de palmito do Cozinha Prática com Rita Lobo que de “prática” não tem nada, mas virou sucesso absoluto na Ceia de Natal. Também aprendi algumas receitas novas e pretendo fazer uma seleção delas por aqui.
  18. Ir em um concerto
  19. Doar sangue: Eu tenho anemia e por agora, não posso doar. Ainda vou tentar cumprir essa meta quando for pra casa em julho, já que por ter vindo da região norte, não posso doar por aqui em menos de um ano.