lembrete

1º de novembro de 2017, 1:12 pm, corredor do Centro de Aulas B.

 

o mundo não é cor-de-rosa. muito menos uma paleta de tons pastéis perfeitamente arranjados pra dar um ar delicado. o mundo é aquela mistura de cores que não deu certo. é uma parede com infiltração que manchou a camada de tinta. é cinza e preto com toques de poluição. o mundo é coberto por concreto, daquele que machuca o joelho nas quedas. eu caio muito. no entanto, são nesses tropeços que eu vejo que plantinhas nascem até no meio dos blocos de concreto.

 

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eu tô com saudade de uma coisa que eu não sei o que é

Maori Sakai

27 de outubro de 2017, 3:13 pm, aula de geopolítica.

talvez seja de casa,
das minhas gatas 
e da minha família.

talvez seja da infância,
de poder brincar
e não ter responsabilidade. 

talvez seja de acampar,
de ficar solta na natureza
e longe do mundo.

talvez seja dele,
que se foi cedo demais
e levou um pedaço de mim.

talvez seja da chuva,
que molha a terra,
enquanto lava a alma.

talvez seja de ler,
de me perder em um livro
pra me encontrar em outro mundo.

mas talvez, só talvez,
toda essa saudade
seja de mim mesma.

Séries que eu assisti recentemente

Olha, esse ano eu to uma pessoa muito mais de séries do que de filmes e livros. Acho que é porque o ano ta corrido e quando eu quero me divertir, eu vou direto no último episódio visto ou na lista de séries para ver. Isso é mil vezes mais eficiente que escolher um filme ou pegar um livro e achar uma posição confortável. Segue a lista de séries assistidas nos últimos cinco meses:

13 Reasons Why: eu já tinha lido o livro e vi a série na semana seguinte ao lançamento. Se você estava em Marte, a série é sobre Hannah Baker, ou melhor, sobre o que acontece depois que ela se suicida. Olha, chorei e não foi pouco. Como adaptação, achei mais envolvente que o livro e bem mais irresponsável. Eu fiquei arrasada depois dessa série. Fica o aviso: é extremamente pesada e tem cenas de estupro.

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Girlboss: foi a série que eu vi pra me recuperar do baque causado por 13 reasons why. A série é uma adaptação bem livre (como ela mesma se define) do livro da Sophia Amoruso, em que ela conta como ela criou sua própria marca de roupas e fez muito sucesso com isso. É uma narrativa engraçada, divertida e com um figurino de arrasar e várias referências aos anos 2000. A Sophia é bem real, cheia de erros e bem antiética. Gostei bastante da protagonista, ao contrário de muita gente, e da série. Mesmo assim, não me interessei nem um pouco em ler o livro.

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Reign: alguém me indicou essa série e eu comecei a assistir assim que terminei Girlboss. É uma série histórica, sobre a chegada de Mary, Rainha da Escócia, na corte francesa e todas as tretas que isso causa. Ela está prometida em casamento ao Francis, futuro rei da França, mas ele tem um irmão bastardo lindão, o Bash, e a mãe dele, Rainha Catherine, não gosta muito dela. Muita intriga política e uns negócios meio sobrenaturais. Eu achei a série meio arrastada, confesso, e virou minha série de quando eu não tenho mais o que assistir.

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Sense8COMO ASSIM CANCELARAM A SÉRIE DA MINHA VIDA? Não tenho estruturas para lidar com o cancelamento de Sense8 ainda, minha gente. Se você ainda não assistiu, ASSISTA a série é sobre oito pessoas diferentes que moram em lugares muito diferentes nesse mundo e que têm uma conexão mental. Tem romance, ação, drama, ficção científica e umas leves doses de pornô em uma série só. Além disso, os protagonistas não seguem nenhum padrão, tem negro, asiática, transexual, gay e tudo isso é tratado de um jeito muito tocante. Se você não se convenceu com isso, é uma criação das irmãs Wachowski, que também criaram Matrix, e é uma surra de imagem linda.

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Orphan Black: meu vício mais novo é essa série incrível que foi finalizada mês passado. O gif acima tem um spoiler sobre o que a série se trata. A tal da moça Sarah Manning presencia uma moça idêntica a ela se suicidando e aproveita que tá ali sem fazer nada pra roubar a identidade da moça. Pena que ao fazer isso, todos os problemas da moça vem junto e ela acaba entrando numa coisa louca que vai esclarecer quem ele é. Não é só uma série de drama qualquer, tem várias pitadas de ficção científica. Eu estou simplesmente apaixonada e a Tatiana Maslany merece muito Emmy de Melhor Atriz em Série Dramática.

Fora essas séries, eu estou assistindo Gilmore Girls e How to Get Away with Murder de novo. Todas as séries mencionadas estão na famigerada rede de streaming que vai dominar o mundo Netflix, então se você se interessou por alguma, não tem desculpa pra não assistir. Aceito indicações e quero muito trocar figurinha com vocês aqui nos comentários. Beijinhos e até o próximo post :*

Ele.

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Ele apareceu num momento aleatório. Lá estava eu, toda autossuficiente e livre, querendo aproveitar todas as viradas que a vida tava dando. A última coisa que eu queria era um relacionamento. Quis fugir, mas eu estava em um uma rotatória e ele na saída que a rota exigia. O único caminho possível se encontrava nos lábios dele.

Ele tocou meu rosto colocando sorrisos bobos numa sexta de manhã. Lá estava eu, dando desculpa esfarrapada, já que “ah, você tá livre agora? Nossa, eu também”, só pra conversar um pouquinho. A última coisa que eu queria era um relacionamento, mas não parecia algo tão ruim depois de ver as covinhas no sorriso dele. Ao invés de fugir, eu fui direto pros braços dele. O único caminho possível foi entrelaçar as minhas mãos nas dele.

Ele foi centro dos meus pensamentos às cinco da manhã. Lá estava eu, com a cérebro cheio de coisas e percebendo que talvez o coração estivesse sendo ocupado também. A última coisa que eu queria era um relacionamento, mas já era inevitável. Tentei fugir, mas Camões virou tema de debate e Los Hermanos me fez virar manteiga derretida. O único caminho possível foi aceitar que ele ia estar do meu lado nas curvas da estrada.

Ele bagunça meu cabelo todo dia enquanto faz cafuné. Lá estou eu, que sempre odiei que mexessem no meu cabelo, deixando ele fazer cafuné. A última coisa que eu queria era um relacionamento, mas ele me ensinou que dá pra continuar autossuficiente e livre mesmo assim. Eu não quero mais fugir, porque o sorriso dele me incentiva a fazer coisas que eu jamais faria sozinha. O único caminho possível é amar um pouquinho mais todo dia.

Lidos em 2017 {parte 1}

“Nossa, mas a gente já está em setembro, uma lista de livros lidos até agora vai ser enorme!”

Quem dera! Honestamente, não sei como estou jogando na internet que aquela que já foi conhecida como menina-estranha-que-lê-cinco-livros-por-mês chegou nesse ponto de não ter terminado cinco livros em oito meses. Eis o fim da minha reputação de leitora assídua. A real é que estou numa grande ressaca desde 2015 e não consigo sair dela, tudo que termino é uma ou outra leitura. Então, vamos a lista:

livro1 1. Fangirl, Rainbow Rowell: o primeiro lido do ano! Comprei esse livro na metade do ano passado e enrolei seis meses pra ler porque sim. Ele foi meu companheiro nas madrugadas de fevereiro quando eu estava ansiosa demais pelo início das aulas pra conseguir dormir. Momento bem propício pra essa leitura já que a Cath também está iniciando a faculdade e ela tenta balancear sua vida universitária com a antiga vida de escritora de fanfic. Sim, você leu isso em 2017. Os capítulos têm vários toques da fanfic sobre o bruxo Simon Snow junto dos problemas enfrentados pela Cath. Amei profundamente e pretendo ler outros livros da autora.

 

livro3

2. Sobre(o)postos, Bruna Fontes: esse livro é o segundo de uma série não-seriada de sucesso no wattpad (aquela plataforma onde autores podem colocar gratuitamente suas histórias). Eu li logo após ler o primeiro pela segunda vez na versão impressa e só aumentou meu amor por essa série. SOP traz Lavínia, uma adolescente carioca de personalidade forte que sempre teve um crush no Eduardo, um universitário super inteligente que está quase formando. Mesmo sendo uma relação problemática, a Bruna consegue desenvolver de uma maneira divertida e séria ao mesmo tempo. Assim como seu antecessor, Sobre(o)postos foi lançado fisicamente e os dois podem ser adquiridos por um preço legal aqui.

 

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3. Platônico, Bruna Fontes: assim que terminei SOP, fui obcecada atrás dos outros escritos da moça Bruna. Fui direto nessa linda borboleta azul e devorei o livro.Esse livro é lindo, do começo ao fim. É profundo e tocante.  Ele é diferente de tudo que eu já li dela e estou ensaiando escrever sobre desde que terminei de ler. Juro que vou fazer um post só sobre ele qualquer hora dessas. O livro com-ple-to está disponível para ser apreciado de grátis no wattpad. VEM GENTE!

 

 

4. Harry Potter e a Pedra Filosofal, J. K. Rowling: livro2sim, eu nunca tinha lido nenhum livro do menino Harry até ver essa gracinha de desconto na Google Play. Eu não vou resumir a história, até porque, né?, todo mundo que não passou os últimos vinte anos em Plutão conhece. Vou direto ao ponto: não sei se gostei. O universo é incrível, bem detalhado e a narrativa é divertida, mas não me pegou do jeito que pega todo mundo. Achei um pouco infantil demais pra minha cabeça. Talvez se eu tivesse lido mais nova ou sem ter visto o filme umas dez vezes, eu teria gostado mais. Quero a edição física e pretendo reler junto com o resto da série, que eu acho que vou gostar mais porque o triozinho amadurece e os problemas ficam mais sérios.

Essas foram todas as minhas leituras terminadas até agora shame on me, mas eu estou na esperança de voltar em dezembro com a parte 2 e mais uns quatro livros lidos. Se você se interessou pelos livros, recomendo fortemente todos eles. Vamos trocar ideias sobre eles e sugestões de leitura aqui nos comentários. Beijo e vejo vocês no próximo post :*

Feeds maravilhosos do Instagram

Eu sou meio viciada em Instagram. Se eu não me policiar, eu perco algumas horas por dia na tal da rede social. Amo seguir pessoas com fotos bonitas e eu amo mais ainda quando a pessoa tem o cuidado de manter um padrão de edição e de feed, então resolvi listar os meus preferidos pra vocês. Bônus: todos são brasileiros e também têm canal no youtube com o mesmo padrão estético.

Um estilo de feed que me agrada muito: sequências de fotos ou triozinho, como eu gosto de chamar. Pra esse estilo, as fotos não precisam ser necessariamente parecidas, mas do mesmo tema ou no mesmo lugar e com a mesma edição. As fotos do Felipe Luz são analógicas (mas se você acompanha o daily vlog dele já sabe disso) e, as vezes, ele mostra no stories a composição de cada uma delas. Já o perfil do Lucas Zomer traz fotos tiradas por ele ou em que ele é fotografado e a edição varia entre fotos coloridas e em preto e branco. Bônus: o Lucas viajou recentemente pra Califórnia, então tanto o instagram quanto o canal do youtube estão recheados de fotos de lá.

Ou feeds em que você consegue sentir a vibe da pessoa. Esses dois são o resumo de como o feed pode sim ser uma expressão da sua personalidade. A Sophia é formada em cinema e tem um estilo de edição bem marcante, mais escuro tanto nas fotos quanto nos vídeos, enquanto o Math tem um feed bem alegre, combinando azul, rosa e amarelo em composições fofas no instagram e no youtube. Quando você olha os stories ou os vídeos, até o jeito de falar combina com a identidade das fotos e isso é muito legal.

Mesmo que você não goste de feeds padronizados, vale a pena seguir esses perfis. Cada um traz um estilo bem particular de ver o mundo e isso é muito inspirador. Espero que vocês tenham curtido minhas indicações variadas e comentem aqui embaixo mais feeds bonitos pra eu conhecer (quem sabe não rola parte 2 desse post?). Sempre estou lá pelo instagram, onde sou @larafnds e não tenho um feed tão padronizado assim. Vejo vocês no próximo vídeo :*

A tal da faculdade de jornalismo

Essa sou eu fazendo a fina e ignorando o fato de que eu falhei miseravelmente durante o beda. Afinal, a vida é sobre erguer a cabeça e seguir em frente após cair.

Em um dos primeiros posts do blog, compartilhei a maior mudança que aconteceu até agora na minha vida: passar na faculdade de jornalismo. Eu mudei de Rondônia pra Goiás pra estudar o tal do sonho, então tudo sobre a fantástica universidade federal me deixava extramente encantada. Mas a realidade uma hora bateu na minha porta quando eu peguei o horário de aulas e essas são basicamente as minhas impressões sobre as minhas disciplinas do primeiro período.

faculdade vs. eu

 1. Introdução ao Jornalismo: como falar de uma matéria que eu não tive aula? Tudo que eu fiz pra essa matéria foi visitar a filial da Globo e viajar pra uma cidade histórica e pronto, carga horária cumprida. Conteúdo que é bom: 0. Mas essas coisas introdutórias costumam ser bem chatas, então gostei que foi tudo meio que na prática.

2. Produção de texto jornalístico 1: ou PTJ para os íntimos. Em resumo, só tenho a falar que foi linda, maravilhosa, perfeita e meu deus do céu, que professora crush. A missão do primeiro período foi aprender a escrever notícia e foi uma disciplina que fez a fusão perfeita entre teoria e prática.

3. Língua portuguesa: que foi leitura e produção textual. Não teve aula de gramática e conjugar verbo. Essa disciplina foi basicamente uma introdução aos gêneros acadêmicos e fez eu virar dias e noites escrevendo trabalho. Foi muito bom aprender a escrever artigos com a mão da professora guiando, mas não sei se valeu a pena no sentido geral do curso, já que maioria dos trabalhos não são tão “formais”.

eu fazendo os trabalhos dessa matéria

4. Cidadania e Direitos Humanos: podia ter sido maravilhosa, pena que a professora não seguiu a ementa. Tecnicamente, era pra ter sido estudado a Declaração dos Direitos Humanos, a Constituição de 88 e várias legislações específicas que reforçam essas garantias, como o Estatuto da Pessoa com Deficiência. Na prática, passamos o período inteiro discutindo sobre mulheres, negros e a comunidade LGBTQ+. Bem triste.

5. Estudos da Imagem: não tava dando nada por essa matéria, mas eu decreto que ela foi a pérola desse período. A aula era na quinta de tarde e o professor passava slide e falava bem calmo, ou seja, tudo pra dar muito sono, mas não foi assim pra mim. Amei estudar história da arte e discutir sobre as transformações que a imagem sofreu e como nossa cultura hoje é mais baseada em imagens do que em textos (vide o crescimento do youtube e a “queda” dos blogs).

6. História do Jornalismo: zZzZzZzZ… Nunca gostei de história, então essa matéria não me atraiu nem um pouco. Foi legal ver como a imprensa surgiu e refletir como relações antigas continuam, mas pegar aquele monte de texto chato e ler jornal antigo não foi comigo. Desculpa, pessoas que gostam de história.

eu na aula

Confesso que esse período foi bem mais ou menos, mas eu não desisti da faculdade e o segundo começa amanhã. Como boa trouxa que sou, estou com as expectativas altíssimas porque vou ter história do cinema, fotografia básica, política brasileira e a continuação de PTJ (que venham as reportagens!). Até pra geopolítica, que me falaram ser decepcionante, eu to empolgada. Não sei o que esperar de produção em áudio e cibercultura e já acho que ética e legislação da comunicação vai me dar altos soninhos, mas juro não dormir na aula e ser uma boa aluna. Ou, pelo menos, juro não dormir tanto e passar em tudo.

Até o próximo post :*